Das margens do rio Napo, em Coca, Equador, o Flotilha Yaku Mama Amazon – envoltos em tecidos brilhantes e faixas com o slogan “Acabar com os Combustíveis Fósseis – Justiça Climática Já” – partiram sob o sol nascente, embarcando em sua jornada histórica de mais de 3,000 quilômetros até a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30) em Belém, Brasil. Esta será uma jornada que busca reverter o caminho da conquista e transformá-lo em um caminho de conexão, unidade e resistência.
Amazon Watch A equipe se solidarizou com líderes indígenas e aliados locais durante um funeral simbólico em memória da era dos combustíveis fósseis, sepultando um modelo extrativista que devastou a Amazônia e seus povos. O lançamento da flotilha não foi apenas um ato de desafio, mas também uma celebração da resiliência e da vida. Foi um poderoso lembrete de que a justiça climática começa nos territórios e flui, como os rios da Amazônia, daqueles que os defendem há gerações.
Líderes indígenas de toda a região falaram da urgência de protegendo seus territórios do petróleo, da mineração e da agricultura industrial. Eles clamavam por uma transição energética justa, liderada pelos mais afetados pela crise climática, e não ditada por conselhos corporativos ou órgãos governamentais. À medida que a flotilha se afastava e desaparecia na curva do rio, o simbolismo era impressionante: do mesmo ponto de onde partiam as expedições coloniais, começa agora uma nova jornada pela justiça climática.
“Não partimos para conquistar, mas para conectar; para que o mundo, finalmente, ouça as vozes da Amazônia.”
– Leo Cerda, ativista indígena Kichwa de Napo, Equador.
À medida que a Flotilha Yaku Mama Amazon avança rio abaixo, ela carrega consigo uma demanda coletiva: a COP30 deve marcar o fim dos combustíveis fósseis na Amazônia e o início de uma nova era de justiça, dignidade e autodeterminação para os povos indígenas.




