Para o povo Kichwa de Sarayaku, defender seu território significa defender a própria Amazônia. Sua luta está profundamente enraizada em seu território ancestral no Equador, mas as forças que ameaçam a Amazônia são globais. Portanto, o movimento para protegê-la também deve ser global.
Neste vídeo, Paty Gualinga relembra um capítulo inesquecível em Sarayaku e Amazon WatchA história compartilhada: a aventura de trazer uma canoa da Amazônia até Paris para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2015 (COP21).
Foi uma longa jornada, repleta de risos, logística, desafios inesperados e alguns momentos em que as coisas não saíram como planejado. Mas isso faz parte da história.
Durante anos 30, Amazon Watch Tive o privilégio de trabalhar ao lado de povos indígenas em toda a Amazônia. Essas parcerias assumiram muitas formas: campanhas, protestos, defesa internacional, lutas legais, intercâmbios culturais, trabalho com a mídia e jornadas que às vezes parecem impossíveis.
A viagem de Sarayaku a Paris foi tudo isso ao mesmo tempo.
A canoa levou a mensagem de Sarayaku a espaços onde decisões sobre o clima e o futuro da Amazônia estavam sendo tomadas. Foi um lembrete poderoso de que as pessoas que protegeram a floresta tropical por gerações devem ter uma voz central na determinação de seu futuro.
E chegar lá nem sempre foi fácil. Vários obstáculos levaram a momentos de incerteza, estresse e confusão. Mas, acima de tudo, houve solidariedade. Porque solidariedade significa estar presente nos bons e nos maus momentos, mesmo nos inconvenientes. Solidariedade significa aprender uns com os outros, adaptar-se quando os planos mudam e seguir em frente juntos.
Ao longo de três décadas, Amazon Watch testemunhou a força, a criatividade e a liderança dos movimentos indígenas que lutam para defender seus territórios na Amazônia e nosso futuro comum.
A história da viagem de Paty a Paris captura algo essencial sobre essa relação. Às vezes, a solidariedade se manifesta em estarmos juntos em um tribunal ou em um protesto. Às vezes, significa levar as vozes indígenas às negociações climáticas internacionais. E às vezes, ela chega de canoa.





