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A Amazônia peruana está em uma encruzilhada com a expansão do tráfico de drogas em territórios indígenas.

Maio de 2026 | AIDESEP, ORAU, Instituto del Bem Comum, ProPurús, Amazon Watche Ricardo Soberón | Relatório

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Um novo relatório sobre o impacto do narcotráfico nos povos indígenas do Peru alerta que o país enfrenta uma decisão crucial: combater a rápida expansão do crime organizado na Amazônia ou correr o risco de permitir que novos sistemas de poder criminoso se enraízem em vastas regiões do país. 

A encruzilhada amazônica: decisões urgentes ou a consolidação do poder criminoso no Peru?, produzido por AIDESEP, ORAU, Instituto del Bien Común, ProPurús, Amazon WatchRicardo Soberón, em sua pesquisa, constata que o tráfico de drogas, a mineração ilegal de ouro, o tráfico de terras e outras economias ilícitas não operam mais como atividades isoladas. Em vez disso, funcionam cada vez mais como sistemas interconectados que remodelam territórios, economias locais e a governança em toda a Amazônia peruana.

O relatório identifica uma crescente pressão de redes criminosas transnacionais ligadas à mudança das rotas de tráfico, ao enfraquecimento das instituições e à intensificação das dinâmicas regionais. Os territórios indígenas tornaram-se alguns dos espaços mais disputados: 274 comunidades indígenas foram identificadas como afetadas por economias ilícitas, enquanto mais de 12,000 hectares de cultivo de coca estão agora presentes em territórios indígenas.

Os pesquisadores identificaram vários pontos críticos, incluindo o corredor Ucayali-Huánuco, a região de Putumayo e a tríplice fronteira com o Brasil e a Colômbia, Condorcanqui, próximo ao Equador, e o corredor sul da Amazônia que conecta Madre de Dios, Puno, Bolívia e o Brasil.

Contudo, em meio à escalada da violência e da pressão, as comunidades indígenas continuam a desenvolver algumas das respostas mais eficazes à expansão do crime por meio do monitoramento territorial, da presença de guardas indígenas e de sistemas de governança comunitária. O relatório argumenta que o fortalecimento da governança territorial indígena será essencial para proteger a Amazônia e impedir a consolidação do crime.

Enquanto o Peru se prepara para uma nova administração em 2026, o relatório apresenta um alerta contundente: as decisões tomadas agora podem determinar se o país recupera o controle sobre esses territórios – ou se enfrenta uma crise ainda maior de governança criminosa na Amazônia.

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