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Cumplicidade na Destruição IV

Como mineradoras e investidores internacionais promovem violações de direitos indígenas e ameaçam o futuro da Amazônia

22 de fevereiro de 2022 | Relatório

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Na última edição do Cumplicidade na Destruição série, pesquisa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e Amazon Watch descobriu que financiadores internacionais, incluindo BlackRock, Vanguard e Capital Group, despejaram US$ 54.1 bilhões em oito grandes mineradoras, incluindo Vale, Anglo American e Belo Sun. Cumplicidade na Destruição IV: Como mineradoras e investidores internacionais promovem violações de direitos indígenas e ameaçam o futuro da Amazônia foi impulsionado por nossa campanha coletiva com a APIB, seguindo o CID III, onde começamos a mapear os interesses de grandes mineradoras sobrepondo terras indígenas em 2020. 

Apesar das declarações de gigantes como Vale e Anglo American nos últimos anos alegando que retirariam seus pedidos de pesquisa e exploração mineral nesses territórios, nossa pesquisa mostra que muitos pedidos permanecem ativos no sistema da Agência Nacional de Mineração (ANM); em alguns casos, houve até um aumento no número de solicitações. Além disso, alguns pedidos foram reenviados para que as áreas de exploração permanecessem diretamente adjacentes às terras indígenas, ainda causando enorme impacto. Usamos essas revelações como uma oportunidade para centrar nossa nova investigação nas ameaças emergentes da indústria de mineração, especialmente considerando o atual contexto político em que o governo Bolsonaro está tentando ativamente legalizar a mineração em terras indígenas. 

Atualmente, a mineração em terras indígenas é ilegal no Brasil e os impactos do desmatamento nesses territórios seriam devastadores. No entanto, as oito mineradoras retratadas no relatório gostariam de explorar territórios indígenas no Brasil. Algumas das principais conclusões do relatório:

  • Nos últimos cinco anos, as empresas destacadas no relatório receberam bilhões em financiamentos dos EUA, Canadá, Europa e Brasil. 
  • As corporações sediadas nos EUA continuam entre os principais financiadores cúmplices da destruição. Juntos, Capital Group, BlackRock e Vanguard investiram em mineradoras com participações em terras indígenas e histórico de violações de direitos. 
  • As instituições brasileiras também detêm uma participação substancial no financiamento de grandes mineradoras: a PREVI (Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) detém os maiores investimentos nessas mineradoras, com mais de US$ 7.4 bilhões, seguida pelo banco privado Bradesco, com quase US$ US$ 4.4 bilhões.
  • A empresa que mais recebeu investimentos e empréstimos nesse período foi a Vale, com US$ 35.8 bilhões, mostrando que nem mesmo os sucessivos desastres em Mariana e Brumadinho reduziram o apetite dos investidores pela mineradora. 
  • Em novembro de 2021, havia quase 2500 pedidos de mineração ativos sobrepondo 261 terras indígenas no sistema ANM. Essas aplicações explorariam 10.1 milhões de hectares de terra, uma área quase tão grande quanto a Inglaterra.
  • O relatório também mostra que, apesar dos recentes anúncios de grandes mineradoras, como Vale e Anglo American, alegando que abandonariam seus interesses na exploração mineral em territórios indígenas, milhares de pedidos de mineração sobrepostos a essas áreas ainda estão ativos na Agência Nacional de Mineração (ANM). ) base de dados.
  • Cumplicidade na Destruição IV também detalha, em cinco estudos de caso, os impactos e violações de direitos realizados por cinco dessas mineradoras: Vale, Anglo American, Belo Sun, Potássio do Brasil e Mineração Taboca.
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