Civil Society Organizations Unite in Resistance Against Brazil's Attacks on Environmental and Indigenous Rights Protections

Over 100 institutions sign letter denouncing measures of the Temer administration and its agribusiness allies

Amazon Watch and many others

For more information, contact:

Moira Birss at +1.510.394.2041 or moira@amazonwatch.org


Environmental, indigenous, and human rights organizations from across Brazil and around the globe have united in resistance against measures being adopted by the Brazilian government and the ruralista (agribusiness) lobby that violate human rights – especially those of indigenous and agricultural labourers – and jeopardize environmental protection. The group unveiled yesterday an open letter calling on other groups to join the cause; to date, over 100 organizations have signed on.

"Denounce and resist" is the motto unifying these groups into a coordinated resistance movement. With national-level and regional actions, the group will take action in the legislative, legal, and public spheres, sparing no effort to prevent the Temer government and the ruralistas from taking Brazil back decades in terms of environmental protection and human rights.

Attacks on human rights and the environment in Brazil are not new, but the weakening of human rights and environmental protection systems has expanded exponentially since the ascension of Michel Temer to the presidency and the corresponding centralization and concentration of power of the ruralistas took place. For the "denounce and resist" movement, Temer represents an enormous threat to indigenous rights and environmental protection.

The Temer administration has slashed funding for the Environment Ministry and began gutting the Indigenous Agency, FUNAI. His dictatorial views about dealing with indigenous issues is further evidenced by his having named a general to head FUNAI after sacking its previous director. The effects of such policies are evidenced in the rise on deforestation in 2016 after several years of decrease. 2016 also set two new macabre records. for deaths in rural areas and for land conflicts, patterns which have continued into 2017 with the gruesome attack on the Gamela indigenous community in Maranhão and the massacre of agriculture labourers in Colzina, Mato Grosso. The regions with the most conflicts are precisely those that border agribusiness, mining, power generation, and infrastructure works.

Situations such as these could be the tip of the iceberg. The provisional executive orders (EOs) 756 and 758, for example, reduce Amazon rainforest conservation areas, while EO 759 allows for the appropriation of public lands, abolishes the social use concept of land and eliminates land reform processes. Several indigenous land titling cases have been rejected by the Ministry of Justice and are now paralysed. Furthermore, the President's Chief of Staff, Eliseu Padilha, who is under investigation in connection with the Lava Jato case and for land appropriation in Mato Grosso, is currently negotiating the reduction of existing conservation areas in the Amazon and promoting a bill that would essentially eliminate environmental licensing.

The approval of these measures, proposed by the ruralistas, would result in greater land concentration, the economic infeasibility of small-scale agricultural production, increased land grabbing of public lands, and the commodification of rural settlements and agrarian reform. They would also prevent Brazil from complying with its commitments to the United Nations Framework Convention on Climate Change.

"The very survival of Brazil's indigenous peoples is imperiled by the actions taken or planned by the Temer administration," said Christian Poirier, Amazon Watch Program Director. "The consequences of these attacks on human rights and environmental protections are dire: denying indigenous land rights will jeopardize the Amazon’s live-giving ecosystems and, by extension, our collective future. Only the determined efforts of Brazil’s indigenous movement and its allies to counter the ruralista onslaught will ensure native land rights and defend the rainforest."

Many of these proposals, when previously introduced, were halted by lack of popular support or constitutional violations, but now such measures find in the ruralista lobby, which dominates Congress and the Temer Administration, sufficient support to skate through the legislative process at a record speed via provisional measures, decrees and fast track votes. Not even rights guaranteed by the Constitution are safe.

The measures of primary concern are:

  • Weakening of environmental licensing (PL 3.729/2004 – general licensing law)
  • Annulment of Indigenous rights and lands (PEC 215/2000 would dispense with indigenous territory titling , and PEC 132/2015 would provide buyout packages for indigenous lands)
  • Greater access for foreign investors to purchase land ( PL 2289/2007 – PL 4059/2012)
  • Reduction of conservation areas (MP 756/2016, and MP 758/2016 would specifically reduce conservation areas in the Amazon rainforest of Pará state)
  • Weakening of agro-toxins regulations (PL 6299/2002 reduces regulations on pesticides, and PL 34/2015 reduces regulations on GMOs)
  • Facilitation of land grabbing, occupation of public lands of high environmental value and the end of the concept of social function of the land (MP 759/2016)
  • Attacks to the rights of agricultural workers (PL 6422/2016 would change rules on agricultural work, PEC 287/2016 would reduce worker protections, PLS 432/2013 would change the definition of slave labor)
  • Attacks to the rights of riverine and quilombo – originated from escaped slaves - communities (MP 759/2016, PL 3.729/2004)
  • Flexibilization of mining rules (PL 37/2011 would change the Mining Code)

Organizations that have joined the resistance so far:

  1. 350.org
  2. Abraço Guarapiranga
  3. ABRAMPA/Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente
  4. ABECO/Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação
  5. ABONG/Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais
  6. Actionaid
  7. AdT/Amigos da Terra
  8. AFES/Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade
  9. Aldeia Guarani Kalipty - Parelheiros
  10. Aldeia Guarani Tenondé Porã - Parelheiros
  11. AMA/ Associação Comunitária Amigos do Meio Ambiente para a Ecologia, o Desenvolvimento e o Turismo Sustentáveis de Garopaba-SC
  12. AMAR/Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária
  13. Amazônia Real
  14. Amazon Watch
  15. ANA/Articulação Nacional de Agroecologia
  16. ANDI/Agência de Notícias dos Direitos da Infância
  17. ANSEF/Associação Nacional dos Servidores da FUNAI
  18. APIB/Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
  19. APROMAC/Associação de Proteção ao Meio Ambiente
  20. APREMAVI/Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida
  21. Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil
  22. Associação Coletivista Dom Helder Câmara
  23. Associação Bem-Te-Vi Diversidade
  24. Associação Mico-Leão-Dourado
  25. AWIRE/Aliança Multiétnica de Permacultura
  26. BVRio
  27. BJHRF/Bianca Jagger Human Rights Foundation
  28. Bicuda Ecológica
  29. Cáritas Nacional
  30. CASA Brasil/Conselho de Assentamentos Humanos Sustentáveis
  31. Casa Ecoativa - Ilha do Bororé
  32. Casa Fluminense
  33. CBJP/Comissão Brasileira Justiça e Paz
  34. CEBES/Centro Brasileiro de Estudos de Saúde
  35. CEBI/Centro de Estudos Bíblicos
  36. CEDENPA/Centro de Estudos e Defesa do negro do Pará
  37. CECVI/Centro de Educação e Cultura Vale do Iguape
  38. CDDHEP/Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular do Acre
  39. CI/Conservação Internacional
  40. CIMI/Conselho Indigenista Missionário
  41. Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil
  42. Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração
  43. Comissão Pró-Índio de São Paulo
  44. CONAQ/Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
  45. Conectas Direitos Humanos
  46. Conselho Quilombola da Bacia e Vale do Iguape
  47. CONTAG/Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares
  48. Coração Amazônico
  49. Cooperapas/Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais de Água Limpa -SP
  50. Clímax Brasil
  51. CNS/Conselho Nacional das Populações Extrativistas
  52. Consulta Popular
  53. CPT/Comissão Pastoral da Terra
  54. CUT/Central Única dos Trabalhadores
  55. EarthCode Project
  56. Engajamundo
  57. Escola de Ativismo
  58. Espaço de Formação Assessoria e Documentação
  59. FAOR/Fórum da Amazônia Oriental
  60. FASE/Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional
  61. Fundação Luterana de Diaconia
  62. Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social
  63. FURPA/Fundação Rio Parnaíba
  64. Gambá/Grupo Ambientalista da Bahia
  65. Greenpeace Brasil
  66. Grupo Carta de Belém
  67. Grupo de trabalho de atendimento a comunidades indígenas da Defensoria Pública da União/GT Indígenas DPU
  68. IBASE/Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
  69. ICV/Instituto Centro de Vida
  70. IDESAM/Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
  71. IDS/Instituto Democracia e Sustentabilidade
  72. IEMA/Instituto de Energia e Meio Ambiente
  73. IEPE - Instituto de Pesquisa e Formação Indígena
  74. Iniciativa Verde
  75. Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental
  76. Intersindical - Central da Classe Trabalhadora
  77. IMAFLORA/Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola
  78. Imargem - Arte, Meio Ambiente e Convivência
  79. IMAZON/ Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
  80. INESC/ Instituto de Estudos Socioeconômicos
  81. International Rivers Brasil
  82. Instituto Avaliação
  83. Instituto Ethos
  84. Instituto Pólis
  85. Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental
  86. IPAM/Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
  87. IPESA/Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais
  88. ISA/Instituto Socioambiental
  89. Justiça Global
  90. Justiça nos Trilhos
  91. Liga Brasileira de Lésbicas
  92. Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais
  93. MAB/Movimento dos Atingidos por Barragens
  94. MAM/Movimento pela Soberania Popular na Mineração
  95. MCP/Movimento Camponês Popular
  96. Marcha Mundial do Clima/SOS Clima Terra
  97. MMC/Movimento de Mulheres Camponesas
  98. Mogave/Movimento Garça Vermelha
  99. MNCCD/Movimento Nacional Contra Corrupção e pela Democracia
  100. Movimento Contra o Aeroporto de Parelheiros
  101. Movimento Aeroporto de Parelheiros NÃO!
  102. Movimento pela Moralidade Pública e Cidadania
  103. Movimento Social Via do Trabalho - Bahia
  104. MPA/Movimento dos Pequenos Agricultores
  105. MST/ Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
  106. MTST/Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
  107. MUDA-SP/Movimento Urbano de Agroecologia de São Paulo
  108. Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos - Diversitas/USP
  109. Núcleo de Pesquisa e Extensão em Ambiente, Socioeconomia e Agroecologia/NUPEAS-UFAM
  110. Observatório do Clima
  111. Observatório de Favelas, da favela da Maré, Rio de Janeiro
  112. OCCA/Observatório dos Conflitos do Campo - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  113. ONG Coração Amazônico
  114. Organon/Núcleo de estudo, pesquisa e extensão em mobilizações sociais da UFES
  115. Oxfam Brasil
  116. PAD/Processo de Articulação e Diálogo entre Agências Ecumênicas Européias e Parceiros Brasileiro
  117. Parque das Aves - Foz do Iguaçu
  118. PHS/Hospitais Saudáveis
  119. PFDC/Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF/Ministério Público Federal
  120. PJR/Pastoral da Juventude Rural
  121. Plataforma Operária e Camponesa para Energia
  122. Projeto Volume Vivo
  123. Polo de Unidade Camponesa - Bahia
  124. PPBioMA/Rede de Pesquisa em Biodiversidade Mata Atlântica
  125. RAMH/Rede Acreana de Mulheres e Homens
  126. RBMA/Conselho Nacional Reserva da Biosfera da Mata Atlântica
  127. RCA/Rede de Cooperação Amazônica
  128. Rede Brasileira de Informação Ambiental
  129. Rede GTA/Grupo de Trabalho Amazônico
  130. Rede Novos Parques
  131. Rede ODS Brasil
  132. Rede PPBio Mata Atlântica
  133. SAVE Brasil
  134. Sinfrajupe/Serviço InterFranciscano de Justiça, Paz e Ecologia
  135. SBE/Sociedade Brasileira de Espeleologia
  136. Slow Food Brasil
  137. SNE/Sociedade Nordestina de Ecologia
  138. SOS Mata Atlântica
  139. Terra de Direitos
  140. TETO Brasil
  141. Toxisphera Associação de Saúde Ambiental
  142. UBM/União Brasileira de Mulheres
  143. Uma Gota no Oceano
  144. UNALGBT/União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
  145. Via Campesina
  146. WWF Brasil

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